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Subsídio de 3.000 euros é aliado no combate à pandemia
Conscientes do esforço financeiro que as instituições de apoio a idosos estão a fazer, prevemos disponibilizar ao longo do mês de abril, um subsídio de 3.000 euros a cada instituição para minimizar as despesas que estão a ter para combater esta pandemia.
É por todos conhecida, a demora na realização dos testes e a ansiedade e preocupação que causa a quem aguarda para ser chamado. Também nesta matéria, "arregaçamos as mangas" em conjunto com a autoridade local de Saúde pública,com o Centro de saúde de Góis e com os Bombeiros Voluntários de Góis, fomos para o terreno com um laboratório credenciado e referenciado pelo SNS o qual fez o teste a 10 pessoas. Minimizamos o desespero de quem estava referenciado e vivia um isolamento social em sobressalto e sem certezas, ajudamos a " ganhar tempo" na clarificação dos sintomas.
No Estado de Emergência há que agradecer a todos os heróis. Com máscara e sem máscara. O nosso muito obrigada à Comissão de Melhoramentos de Cerdeira, ao seu Presidente que de forma abnegada e altruísta nos acompanhou em toda esta missão, quer na sede da Comissão quer nos domicílios onde se encontravam pessoas de cama e que faziam parte da lista dos casos suspeitos da covid19. O momento continua a convocar todos e todas.
Parceiros de natureza privada e publica têm de se reinventar na procura de soluções. Foi exatamente porque acreditamos que as nossas juntas têm um acrescido papel neste Estado de Emergência, a Câmara Municipal também aprovou um subsídio de 20.000 euros a distribuir equitativamente pelas 4 juntas de freguesia do concelho, de forma a que possam ajudar as populações, em particular grupos de maior risco.
Continuamos a manter uma reserva estratégica de materiais e equipamentos, por iniciativa própria, mas também em estreita colaboração com a CIM-região de Coimbra. Sempre que necessário fazemos chegar às nossas IPSS material e equipamento que precisam.
Estamos todos vulneráveis ao virus. Uns mais que outros, por força da idade, da condição de saúde ou da condição profissional. São muitos os que correm riscos, para que nada nos falte: recolha diária de resíduos, tratamento de águas, venda e entrega de medicamentos, comércio fixo e ambulante de bens essenciais, refeições em regime de take away, as nossas padarias, os nossos carteiros e todos os demais serviços assegurados pelos CTT. São estes e muitos ,muitos outros, que não podem ficar em casa.
Há uma pequena parte da nossa economia que nos mantém. Há um mundo de serviços sociais de apoio aos nossos idosos que se esgota na garantia de todo o bem estar e no combate à não propagação do Virus. Há o mundo da saúde que não nos tem abandonado. Que se expõe diariamente, mas que não desiste. Mas há ainda uma outra parte do mundo, que vive um quase coma induzido. E, como qualquer coma, deixa sequelas.
Não dá para assobiar para o lado, e fingir que não vemos as consequências económicas e sociais que se avizinham. Importa, no imediato, proteger as populações desta calamidade. A situação de isolamento social e as restrições que estamos a viver colocam muita coisa em causa e confrontam-nos com tanta coisa a que certamente nunca demos o verdadeiro valor: a evidência de precisarmos uns dos outros. Numa recente edição da revista Visão, lia-se o seguinte: "Não sei quanto tempo terei de estar fechada em casa, mas existe, de certeza, tanta coisa para descobrir aqui dentro. Todas as casas têm sítios onde nunca ou raramente fomos. Vamos em busca desses sítios e podemos torná-los maravilhosos. E outro futuro há de chegar". É isso que a Câmara Municipal também anseia e deseja.
Presidente da Câmara Municipal de Góis
Maria de Lurdes Castanheira