-
Início
-
Município
-
Comunicação
-
Noticias
- Presidente da Câmara Municipal de Góis preocupado com a execução orçamental para 2026
Presidente da Câmara Municipal de Góis preocupado com a execução orçamental para 2026
O Presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, manifestou preocupação com o impacto financeiro e operacional provocado pelas tempestades Kristin, Leonardo e Marta, que afetaram severamente o concelho nas últimas semanas. Os ventos fortes e a precipitação intensa e prolongada provocaram deslizamentos de terras, ruturas de pavimento e quedas de árvores, originando condicionamentos e cortes da circulação rodoviária em diversas vias do território.
A maior preocupação centra-se na EN 342 (Góis-Arganil), atualmente interdita devido à rutura do pavimento. Trata-se de uma via estruturante, utilizada diariamente por munícipes, empresários, estudantes do ensino secundário e do Conservatório de Música, além de constituir um acesso fundamental à Unidade de Saúde de Arganil, em situações de emergência.
A EN 342 no acesso à Lousã tem igualmente sofrido condicionamentos e interdições temporárias, na sequência de derrocadas de barreiras e quedas de árvores. Esta zona já se encontrava fragilizada desde o incêndio de agosto de 2025, o que agravou significativamente a vulnerabilidade da via.
A expetativa da autarquia é de que a Infraestruturas de Portugal priorize a reabilitação desta via nacional, sublinhando que o Município de Góis tem vindo, há vários anos, a alertar para a necessidade urgente de intervenção, quer junto da entidade, como do Ministério das Infraestruturas e Habitação.
Na Estrada Nacional 2, na freguesia de Vila Nova o Ceira, na localidade de Caracol, registou-se a rutura de parte do pavimento, situação que exige reparação urgente.
A Câmara Municipal de Góis encontra-se a concluir o levantamento dos prejuízos, preparando os processos de reabilitação com vista a uma intervenção célere e à reposição da normalidade. Para além da rede viária, verificaram-se danos em património e edifícios municipais.
Nos açudes do rio Ceira, os prejuízos ainda estão a ser avaliados, sendo já visíveis os efeitos da erosão e os danos nas margens da Praia Fluvial da Peneda.
Embora ainda não seja possível apresentar uma estimativa global dos custos, haverá um impacto significativamente negativo no orçamento municipal. Os recursos técnicos e os equipamentos disponíveis revelam-se limitados, sendo previsível o recurso à contratação externa, circunstância que poderá prolongar alguns prazos de intervenção.
Para 2026 estavam já programadas diversas empreitadas, nomeadamente intervenções nos açudes do Linteiro e na Ponte sobre o rio Sótão, bem como ações de beneficiação e manutenção da rede viária e de arruamentos. A estas operações acrescem agora as reparações decorrentes das tempestades, incluindo a recuperação de açudes danificados, como o da Peneda, e a verificação das condições de segurança das pontes do concelho, com eventual necessidade de intervenção.
A reabilitação de edifícios municipais assume igualmente caráter prioritário, de forma a garantir a continuidade da sua utilização em condições adequadas.
Neste contexto, a principal preocupação da autarquia reside na capacidade de executar, em simultâneo, os investimentos já previstos para 2026 e as intervenções urgentes agora identificadas, num quadro de orçamento limitado, recursos escassos e exigências acrescidas num curto espaço de tempo.