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Município de Góis aprova OIGP 2.0 para recuperar floresta fustigada por tempestade
O Executivo Municipal de Góis aprovou, na sua reunião ordinária de 9 de julho, a implementação da Operação Integrada de Gestão da Paisagem (OIGP 2.0). Esta iniciativa, financiada a 100% pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) através do Fundo Ambiental e da Agência para o Clima, representa um investimento global de 463.790 euros direcionado para a reabilitação das áreas florestais fustigadas pela tempestade Kristin.
A intervenção irá estender-se por uma vasta área de 25.098 hectares – dos quais 20.169 (cerca de 80%) são de floresta –, incidindo prioritariamente sobre os cerca de 369 hectares de povoamentos florestais severamente atingidos pelo temporal. Dividida em quatro Unidades de Intervenção, a operação irá abranger todo o concelho: as freguesias de Góis, Vila Nova do Ceira, União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal, e Alvares (salvaguardando a área já integrada na AIGP de Alvares).
Intervenções no terreno e apoio aos proprietários
O plano de ação irá focar-se na redução do risco de incêndios e de ameaças fitossanitárias provocadas pela acumulação de madeira morta. Entre as principais medidas planeadas estão o corte e a remoção de árvores caídas ou danificadas, a gestão de biomassa e sobrantes florestais, e o restabelecimento de 85,5 quilómetros da Rede Viária Florestal, essencial para garantir a acessibilidade e a segurança das populações.
Além das ações diretas no terreno, a operação prevê igualmente apoio aos/às proprietários/as florestais que realizem as intervenções elegíveis, desde que registados/as na plataforma do Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O incentivo financeiro poderá chegar a um teto máximo de 10.000 euros por proprietário/a.
Com a aprovação deste projeto, o Município de Góis assume a coordenação de uma resposta coletiva de reabilitação ecológica e económica, reforçando o seu compromisso com a gestão sustentável da floresta e a valorização do território. Esta intervenção integrada constitui um passo decisivo para mitigar riscos, proteger a biodiversidade e os recursos naturais, promovendo uma paisagem mais resiliente, competitiva e segura para o futuro do concelho.