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Feira dos Santos, do Mel e da Castanha reforça tradição e dinamiza economia local em Góis
A Feira dos Santos, do Mel e da Castanha regressou a Góis, nos dias 31 de outubro e 1 de novembro, com um programa dedicado à valorização dos produtos endógenos, do artesanato, da gastronomia e das tradições populares. A edição de 2026 voltou a reunir produtores/as, artesãos/ãs, comerciantes, associações e visitantes no Pavilhão Gimnodesportivo Municipal e na área envolvente, consolidando a importância do certame na dinamização económica e cultural do concelho.
Com mais de seis décadas de história, a Feira dos Santos realizou-se pela primeira vez a 1 de novembro de 1957, no Parque do Castelo, em Góis. A iniciativa estava associada aos costumes da época, nomeadamente à matança do porco, que reunia famílias num momento de convívio e partilha, marcado também pela confeção dos tradicionais torresmos. Ao longo dos anos, o certame foi evoluindo, mantendo a ligação às tradições locais e assumindo progressivamente um papel de destaque na promoção dos produtos da região, com particular enfoque no mel e na castanha.
Na edição deste ano, o Mercadinho de Artesanato e Produtos Endógenos ultrapassou as 100 inscrições, com um crescimento superior a 38% face a 2025. O espaço reuniu uma diversidade de produtos e propostas, dando visibilidade ao trabalho de produtores/as, artesãos/ãs e comerciantes locais e regionais. Já o Mercado Tradicional, instalado na zona exterior, entre o Pavilhão Gimnodesportivo e o posto da GNR, contou com 12 feirantes.
A programação estendeu-se ao longo dos dois dias, conjugando a componente económica com iniciativas culturais, recreativas e gastronómicas. No sábado, 31 de outubro, a Animação de Rua e a Arruada marcaram o início do certame, que contou também com atividades dirigidas ao público infantil. À noite, a cantora Rosinha subiu ao palco, num espetáculo que atraiu público ao recinto.
No domingo, 1 de novembro, o XXIII Torneio da Malha Inter-Coletividades decorreu no Parque de Lazer do Baião, em frente ao Góis Moto Clube, reunindo participantes em torno de uma modalidade tradicional. A gastronomia esteve em destaque com a realização do II Festival de Sopas, organizado pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis, enquanto o Rancho Folclórico Serra do Ceira levou ao palco a música e as danças populares.
A tarde ficou ainda marcada pela Torresmada à Moda Antiga, recuperando uma das práticas associadas à origem histórica da Feira, e pelo Magusto Tradicional, que reuniu os/as visitantes em torno da castanha, num momento de convívio que marcou o final da programação.
Mais do que um espaço de comercialização, a Feira dos Santos, do Mel e da Castanha constitui uma oportunidade de valorização da identidade local, de promoção dos agentes económicos e de preservação dos saberes tradicionais. A iniciativa favorece o escoamento e a divulgação dos produtos locais, estimula a economia de proximidade e reforça as relações entre produtores, associações e comunidade.
A organização do certame enquadra-se também numa perspetiva de desenvolvimento sustentável, com contributos para sete Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando a importância da valorização dos recursos locais, da economia circular e do envolvimento da comunidade.
Com uma história que atravessa quase sete décadas, a Feira dos Santos continua a adaptar-se aos novos tempos, sem perder a ligação às suas origens e às práticas que marcaram a vida das comunidades locais.