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- DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
𝐃𝐄𝐒𝐓𝐀𝐐𝐔𝐄 𝐃𝐎 𝐌Ê𝐒
𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐌𝐞𝐦ó𝐫𝐢𝐚 𝐆𝐨𝐢𝐞𝐧𝐬𝐞
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𝐦𝐚𝐢𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒
𝐅𝐨𝐫𝐚𝐥 𝐌𝐚𝐧𝐮𝐞𝐥𝐢𝐧𝐨
Góis no século XVI…
… na época da outorga do Foral Manuelino (20 de maio de 1516)
Em Góis, no interior serrano, os acessos são difíceis e as riquezas escasseiam – há cereal, vinho e linho, mas a azeitona ainda não tinha chegado. A euforia que se começa a viver no reino pouco passa de Lisboa.
O Concelho de Góis confronta então com os de Arganil, Pombeiro, Coimbra, Penacova, Serpins, Lousã, Pedrógão, Alvares, Pampilhosa e Fajão. A população, de cariz rural, é reduzida. O primeiro levantamento demográfico do reino (Numeramento de 1527-1532) indica, por exemplo, para a Vila de Góis, 77 moradores.
No concelho – excluindo Celavisa, hoje parte do Concelho de Arganil, à época povoação integrada no Concelho de Góis, e excluindo Alvares, que, à data, era concelho – contam-se 321 residentes, em 55 lugares. Lisboa tem cerca de 70.000 habitantes. Para o reino de Portugal o levantamento aponta entre 1.400.000 e 2.000.000 habitantes.
A família Silveira chega ao senhorio de Góis em meados do século XV, quando Diogo Martins da Silveira casa com Beatriz Lemos de Goes, último donatário da dinastia dos Goes. Os Silveira pertencem à mais alta nobreza do reino e são considerados na corte. Com a entrada dos Silveira em Góis inicia-se um período de grande crescimento no território. A Vila de Góis ganha novo semblante, com a construção de novos elementos arquitetónicos, que vão mudar a própria atividade quotidiana da vila – a ponte real, o palácio (do qual hoje já só resta memória escrita), o hospital, capelas, casas residenciais e obras de arte. Entre os donatários de Góis pertencentes à família Silveira, destaca-se Luís da Silveira, cortesão, conde, homem de cultura, poeta, que deixa notável obra escrita e patrimonial.