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- DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
𝐃𝐄𝐒𝐓𝐀𝐐𝐔𝐄 𝐃𝐎 𝐌Ê𝐒
𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐌𝐞𝐦ó𝐫𝐢𝐚 𝐆𝐨𝐢𝐞𝐧𝐬𝐞
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𝐧𝐨𝐯𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒
𝐏𝐚𝐝𝐫𝐞 𝐀𝐧𝐝𝐫é 𝐝𝐞 𝐀𝐥𝐦𝐞𝐢𝐝𝐚 𝐅𝐫𝐞𝐢𝐫𝐞 "𝐎 𝐏𝐞𝐫𝐞𝐠𝐫𝐢𝐧𝐨 𝐝𝐚 𝐒𝐞𝐫𝐫𝐚"
"Os nossos olhos de montanheses nunca mais hão-de esquecer a silhueta desse homem bom, de olhar simples em corpo de gigante, sempre pronto a esboçar, na incomparável bondade do seu rosto, um sorriso compreensivo de carinho e de amor"
in A Comarca de Arganil, a 13 de agosto de 1956, por ocasião da homenagem prestada pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
André de Almeida Freire nasceu no Colmeal, a 10 de outubro de 1901. O pai, António de Almeida Freire, era natural de Açor, Colmeal, a mãe, Ermelinda de Jesus, era de Roda Cimeira, Alvares.
O padre André foi ordenado presbítero a 16 de março de 1924, tendo sido considerado um dos alunos mais brilhantes do seu curso no Seminário Maior de Coimbra, onde depois foi professor. Em 1924 inicia a sua atividade pastoral no concelho de Ferreira do Zêzere. Mais tarde, é incumbido da paróquia do Cadafaz, provisoriamente, assumindo-a em definitivo um ano depois, em 1927. Em 1930 assume a paróquia do Colmeal e em 1942 a de Cepos, em Arganil, acumulando as três.
No valioso capítulo "O Peregrino da Serra", dedicado ao Padre André de Almeida Freire e também aos territórios de Cadafaz e Colmeal, que podemos ler no importante livro de João Nogueira Ramos, Góis em redor de 12 pessoas (1114-2014). Lisete de Matos apresenta-nos, entre outras importantes e interessantes informações, diversos testemunhos das pessoas que conviveram com o pároco.
O padre André de Almeida Freire, falecido em sua casa, no Colmeal, a 1 de dezembro de 1962, é recordado como "uma pessoa muito bondosa", que deixou lembranças inesquecíveis e experiências fantásticas e que "viveu com realidade viva a figura do Bom Pastor".
O seu nome está presente na toponímia e em diversas lápides em sua homenagem.
*Informação retirada do capítulo "O Peregrino da Serra", de Lisete de Matos, incluído no livro Góis em redor de 12 pessoas (1114-2014), de João Nogueira Ramos, editado pelo Município de Góis, em 2014.