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DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
𝐚𝐠𝐨𝐬𝐭𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟒
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A presença da truta em Góis
No nosso território, a terra foi a base da sobrevivência. Da água, que sempre abundou, era uma realidade a riqueza de peixe de rio, que se desenvolvia nas águas frias e límpidas do rio Ceira e de ribeiras um pouco por todo o concelho.
A truta é um peixe que, desde tempos remotos, ocorre, veloz e saltitona, nos cursos de água do concelho. Na poesia de Luís da Silveira, Senhor de Góis (século XVI), encontramos referências ao rio e às trutas.
Sabemos também que a truta é, há muito tempo, presença assídua na gastronomia portuguesa. O médico de D. João V, no livro Â𝘯𝘤𝘰𝘳𝘢 𝘔𝘦𝘥𝘪𝘤𝘪𝘯𝘢𝘭 𝘱𝘢𝘳𝘢 𝘤𝘰𝘯𝘴𝘦𝘳𝘷𝘢𝘳 𝘢 𝘷𝘪𝘥𝘢 𝘤𝘰𝘮 𝘴𝘢ú𝘥𝘦, publicado pela primeira vez em 1731, tece elogios à truta, dando sugestões de como a cozinhar, cozida em água condimentada com vinagre.
Lucas Rigaud, que foi cozinheiro de D. Maria I, no seu livro 𝘊𝘰𝘻𝘪𝘯𝘩𝘦𝘪𝘳𝘰 𝘔𝘰𝘥𝘦𝘳𝘯𝘰 𝘰𝘶 𝘕𝘰𝘷𝘢 𝘈𝘳𝘵𝘦 𝘥𝘦 𝘊𝘰𝘻𝘪𝘯𝘩𝘢, de 1780, no capítulo Dos Peixes do Mar e dos Rios, apresenta-nos as trutas “cozidas ao azul”, “à Genebrina para uma entrada” e “assadas com molho de enxovas”.
O Município de Góis, consciente do valor histórico e cultural desta espécie piscícola, complementou a exploração do viveiro municipal de aquicultura de Truta Fário com a criação do "Espaço Expositivo do Ciclo da Truta de Góis – Parque da Monteira". O projeto recebeu financiamento do Turismo de Portugal I. P., no âmbito do programa VALORIZAR – Linha de Apoio à Valorização Turística do Interior. Este novo espaço dá a conhecer aos visitantes quatro temas estruturais: a Água, o Rio, as Trutas e o Homem.
O espaço encontra-se disponível para visita, mediante marcação, a partir do mês de setembro. Sugerimos que acompanhe as redes sociais e o website do município.
Para mais informações, pode contactar o Posto de Turismo Municipal, através dos seguintes contactos: 235 770 113 ou turismo@cm-gois.pt.