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AVISO À POPULAÇÃO - Precipitação, Queda de Neve, Vento e Agitação Marítima
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê, para os próximos dias, um agravamento do estado do tempo em Portugal continental com precipitação, vento forte, agitação marítima forte e queda de neve, destacando-se:
- Períodos de chuva, por vezes forte e ocasionalmente acompanhada de trovoada, em especial nas regiões Norte e Centro;
- Vento forte, com rajadas até 80 km/h na faixa costeira ocidental e nas terras altas, prevendo-se um agravamento durante a manhã e o início da tarde de amanhã, dia 6 de março, nos distritos de Leiria e Lisboa, onde as rajadas poderão atingir os 90 km/h na faixa costeira e serras;
- Agitação marítima forte na costa ocidental, com ondas de noroeste até 6 metros, podendo atingir os 11 metros de altura máxima;
- Queda de neve nos pontos mais altos da Serra da Estrela, com acumulações até 30cm acima de 1000 metros. Possibilidade de neve acima de 1000/1200 metros no Norte, Centro e Alto Alentejo, descendo temporariamente a cota para 800/1000 metros durante a noite a manhã de 6 de março.
𝐄𝐟𝐞𝐢𝐭𝐨𝐬 𝐄𝐱𝐩𝐞𝐜𝐭𝐚́𝐯𝐞𝐢𝐬
Este quadro meteorológico, com vento forte e agitação marítima forte, deverá ser mais gravoso entre a tarde de hoje, 5 de março, e o dia de amanhã, 6 de março, sobretudo nos territórios mais vulneráveis afetados pela Depressão KRISTIN (Regiões do Oeste, Leiria e Coimbra), sendo expectável:
- Arrastamento de estruturas, objetos soltos e desprendimento de estruturas móveis deficientemente fixadas, por efeito de episódios de vento forte, que podem causar danos em infraestruturas, acidentes com veículos e pessoas em circulação na via pública;
- Possíveis acidentes na orla costeira, devido à forte agitação marítima;
- Possibilidade de queda de neve em áreas e a altitudes onde habitualmente não se verifica;
- Piso rodoviário escorregadio, e eventualmente obstruído, devido à possível formação de lençóis de água ou à acumulação de gelo e/ou neve;
- Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;
- Inundações em áreas urbanas, resultantes da acumulação de águas pluviais devido à insuficiência ou obstrução dos sistemas de drenagem;
- Cheias em cursos de água, potenciadas pelo transbordo do leito de rios, ribeiras e linhas de água;
- Instabilidade de vertentes, conduzindo a movimentos de massa (deslizamentos, derrocadas, entre outros), motivados pela infiltração de água no solo, podendo ser agravados pela remoção do coberto vegetal após incêndios rurais ou pela artificialização do solo;
- Desconforto térmico na população devido ao aumento da intensidade do vento.
𝐌𝐞𝐝𝐢𝐝𝐚𝐬 𝐩𝐫𝐞𝐯𝐞𝐧𝐭𝐢𝐯𝐚𝐬
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a adoção das principais medidas preventivas para estas situações, nomeadamente:
- Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;
- Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;
- Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;
- Evitar o estacionamento de veículos em áreas arborizadas;
- Fechar e reforçar estores e janelas, em especial os que estão virados na direção do vento;
- Recolher estruturas exteriores para evitar que sejam arrastados;
- Fixar objetos no exterior e de varandas e parapeitos, como vasos, mobiliário de jardim ou outros;
- Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando a circulação e permanência nestes locais;
- Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;
- Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tomando especial atenção à eventual acumulação de neve e/ou formação de lençóis de água nas vias rodoviárias;
- Evitar a circulação em vias afetadas pela acumulação de neve e quando isso não for possível, adotar as seguintes medidas:
- Verificação do estado dos pneus e respetivas pressões;
- Transporte e colocação das correntes de neve nos veículos;
- Assegurar o abastecimento de combustível em níveis que permitam percorrer trajetos alternativos ou a permanência do veículo em funcionamento por longos períodos de tempo, em caso de retenção nas vias afetadas;
- Nos veículos elétricos, deve ser verificada a carga da bateria e analisada a existência de postos de carregamento no seu itinerário;
- Garantir que os sistemas de aquecimento dos veículos se encontram em bom estado de funcionamento;
- Providenciar alimentos adequados em quantidade e características, assim como medicamentos, de acordo com o número e tipologia de ocupantes dos veículos.
- Nas vias afetadas pela acumulação de neve, evitar viagens com crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais;
- Evitar circular naquelas vias com veículos pesados, em particular articulados, veículos com reboque e veículos de tração traseira;
- Restringir ao máximo possível os movimentos de veículos e de pessoas apeadas, nas zonas potencialmente afetadas pela queda de neve;
- Evitar qualquer tipo de atividade próxima de linhas de água, em especial nas zonas com histórico de inundações;
- Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou veículos para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;
- Retirar das zonas normalmente inundáveis animais, equipamentos, veículos e/ou outros bens para locais seguros;
- Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.