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Amiosinho recebeu um dia de tradição, arte e memória na 3.ª edição do Lavadouros com Alma
O Lavadouro de Amiosinho foi, este sábado (19), o centro de um dia dedicado à tradição, à arte, à música, à memória e à partilha, no âmbito da 3.ª edição do Festival Intercultural "Lavadouros com Alma". Ao longo do dia, a iniciativa recuperou práticas e histórias associadas aos antigos lavadouros comunitários, cruzando património local com diferentes formas de expressão artística e cultural.
A programação teve início com uma sessão de abertura, seguindo-se uma recriação etnográfica dedicada à lavagem tradicional da roupa, que recuperou gestos, práticas e saberes associados a estes espaços de convivência das comunidades. Em simultâneo, Laurence Leman desenvolveu uma intervenção de lettering, enquanto a artista Mika van Vonderen iniciou a criação de um mural ao vivo, que foi ganhando forma ao longo do dia.
A manhã contou ainda com a animação musical do Duo Acústico LP, acompanhada por momentos de dança, proporcionando um ambiente de convívio entre a comunidade e quem se associou à iniciativa.
Durante a tarde, a programação centrou-se particularmente na tradição oral e na transmissão de memórias. A "Hora do Conto" apresentou as histórias Sabrina Curandeira e O Assalto às Quelhas, seguindo-se a tertúlia "Lavadouros e Contadeiras – Histórias do Fantástico", que reuniu relatos e antigas histórias das aldeias, recuperadas através da memória dos/das participantes.
O programa incluiu também a criação de um canteiro e um workshop de plantas medicinais, recuperando conhecimentos relacionados com a utilização tradicional das plantas e reforçando a ligação entre património, natureza e saberes populares.
Ao final da tarde, o encontro prolongou-se com um momento de convívio, antes da entrada na programação noturna. O CTEP – Teatro de Poiares levou o teatro de rua às ruas do Amiosinho, numa proposta que cruzou expressão artística e espaço público.
Já durante a noite, Samuel Batista conduziu a sessão de observação astronómica "À descoberta do céu noturno", proporcionando um momento de contacto com o céu e de descoberta dos astros. A programação terminou com a partilha do tradicional "Café da Avó", encerrando um dia marcado pelo encontro entre gerações, pela valorização da memória coletiva e pela preservação de tradições locais.
A 3.ª edição do "Lavadouros com Alma" reforça, assim, a importância dos antigos lavadouros enquanto espaços de património material e imaterial, recuperando histórias, práticas e relações comunitárias e dando-lhes novas formas de expressão através da arte, da cultura e da participação da comunidade.
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