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- DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
𝐃𝐄𝐒𝐓𝐀𝐐𝐔𝐄 𝐃𝐎 𝐌Ê𝐒
𝐂𝐞𝐧𝐭𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝐑𝐞𝐟𝐞𝐫ê𝐧𝐜𝐢𝐚 𝐝𝐚 𝐌𝐞𝐦ó𝐫𝐢𝐚 𝐆𝐨𝐢𝐞𝐧𝐬𝐞
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𝐣𝐚𝐧𝐞𝐢𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟐𝟎𝟐𝟓
𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐁𝐚𝐫𝐚𝐭𝐚 𝐃𝐢𝐚𝐬
𝐅𝐫𝐚𝐧𝐜𝐢𝐬𝐜𝐨 𝐁𝐚𝐫𝐚𝐭𝐚 𝐃𝐢𝐚𝐬 nasceu em Sacões, na freguesia de Vila Nova do Ceira, no dia 𝟏𝟔 𝐝𝐞 𝐬𝐞𝐭𝐞𝐦𝐛𝐫𝐨 𝐝𝐞 𝟏𝟗𝟎𝟏.
Cedo partiu para Lisboa, aos 19 anos de idade, estabelecendo-se na área da marcenaria, na rua de S. Lázaro. Mas visitava frequentemente a sua terra, acompanhado da esposa, Laurinda, diminutivo carinhoso de Laura da Conceição.
Ao longo da vida teve uma participação muito ativa no movimento regionalista, em Lisboa. Integrou o grupo de fundadores da Comissão de Lisboa de Propaganda e Melhoramentos em Vila Nova do Ceira, criada em 1931, e foi Presidente da Direção em 1937. Pertenceu à Comissão Instaladora e foi um dos fundadores da Casa do Concelho de Góis.
Como autor, usou sempre e apenas os seus dois apelidos: Barata Dias. Dele conhecem-se oito livros publicados, entre os anos de 1941 e 1954, entre os quais um livro de contos e sete romances. Desses, pelo menos dois foram censurados e proibidos pela Direção de Serviços da Censura.
Em 1971, no dia 16 de fevereiro, meses antes de completar 70 anos, morre, em Lisboa, onde viveu grande parte da sua vida simples, desprovido de riquezas.
Ainda hoje é lembrado por muitos conterrâneos e amigos, como Aires B. Henriques, António Lopes Machado, Carlos Poiares, João Alves das Neves, João Garcia, João Nogueira Ramos, José Rodrigues, Leonor Pateira, Mário Garcia e Mário Nogueira Ramos que já dedicaram relatos e preleções laudatórios ao cidadão, escritor e humanista, pela importante obra literária, forte sentido de justiça social, que nunca esqueceu a sua origem.
Em 2019, a Câmara Municipal de Góis aprova a proposta de atribuição do topónimo Francisco Barata Dias, a uma rua da povoação de Sacões, proposta essa apresentada pela Associação Recreativa e Cultural dos Amigos de Sacões.
No ano de 2023, o romance Amanhã quando romper o dia, um dos que foi proibido pela Censura, mereceu uma edição fac-simile, no âmbito da coleção Biblioteca da Censura, editada pelo jornal Público, e encontra-se disponível para consulta na Biblioteca Municipal de Góis António Francisco Barata.