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- DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
DESTAQUE DO MÊS - Centro de Referência da Memória Goiense
DESTAQUE DO MÊS
Centro de Referência da Memória Goiense
junho/2025
𝗢 𝗠𝗼𝗿𝗴𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗣𝗲𝗱𝗿𝗮-𝗠á
O conto "O Morgado de Pedra-Má", da autoria de José Rodrigues Miguéis, foi, pela primeira vez, publicado em 1958, integrado em livro de contos do autor intitulado "Léah e outras histórias". Este livro, em 1959, mereceu o prémio literário Camilo Castelo Branco, atribuído pelo júri constituído por João Gaspar Simões, Jacinto do Prado Coelho, Mário Dionísio, Óscar Lopes e David Mourão-Ferreira. A última edição do livro, considerado "o mais famoso e querido do autor", é de 2025, da editora Assírio e Alvim.
Este conto, em grande parte passado em Góis, pode considerar-se uma homenagem do autor às suas raízes, já que José Rodrigues Miguéis [1901-1980) tem raízes em Góis. A sua mãe, Maria Adelaide Rodrigues, em 1858, nasceu no Colmeal, partindo para Lisboa com 15 anos, onde se torna empregada
doméstica e costureira.
O protagonista do conto, Dom João de Berredo e Chinchorro de Baticova, é na verdade o fidalgo Francisco Barreto Botelho Chichorro Perdigão de Villas-Boas, nascido em Góis, em 1815, e falecido em Lisboa, em 1896. Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, ao tempo de D. João VI, e Capitão-Mor de Góis, com D.Miguel, bem como Comendador da Ordem de Cristo. Foi proprietário da Quinta da Capela, que vendeu a Manuel Nogueira Ramos. No final do século XIX, durante as obras de remodelação da Igreja Matriz de Góis, foi o responsável pela recuperação da Capela de S. José, o panteão familiar, onde se encontram as suas iniciais gravadas em ferro forjado.
No conto, há várias referências, para além da personagem principal, que podemos de imediato associar a Góis e à sua História, como Pedra Má, Baticova, Casa da Capela e Lavra de Cima.
Para saber mais, pode consultar a bibliografia e documentação mencionadas no destaque.